terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ainda sem título, mas ainda esboçando algum (Parte 10)

Parte 10

Ao abrir os olhos me vejo em cima de uma cama. A camisola de renda está posta sobre uma cadeira com jeito de que espera sua  dona.

Escuto um barulho e um cheiro de café invade minhas narinas.
Tenho vontade de chegar até lá.

Me levanto e percebo que estou sem roupa. Meu corpo está cheio de feridas, como se fossem pequenas queimaduras arredondadas. Meu corte feito no caco de vidro na janela sangra. 

Vou em direção ao barulho que parece vir da cozinha com seu cheiro de café.
Vejo uma velha e tento me aproximar dela. Ela me oferece o café, e me dá uma espécie de pão para comer, me faz sentar em uma cadeira meio torta.
A velha é pequena e tem os cabelos um tanto avermelhados. Me sinto seguro com ela aqui.
Um gato preto sobe em cima da mesa, tento brincar com ele e levo um arranhão no braço.
A gata siamesa prenha aparece ao meu lado, pula no meu colo e lambe o meu corte.
Sinto uma vertigem.

A velha sai com um balde de madeira cheio de água que escorre.

Da janela vejo que ela conversa com o senhor corcunda.

Agora eu sei de onde eles vem.